"DIANA ESTOU A LUTAR POR TI"



A menina da foto é a Diana Fernandes, uma criança de 9 anos, institucionalizada há 7 e a quem o pai, Paulo Fernandes, não vê desde 2015.
O caso remonta a 2010. Paulo é preso, no cumprimento de uma sentença em que havia de cumprir 3 anos de prisão efectiva (o motivo da sentença é público. Não o menciono aqui porque, nada tendo a ver com violência doméstica ou maus tratos a menores, não considero que acrescente algo ao que vos quero contar. Além disso, o cidadão em causa já foi condenado e pagou pelo erro cometido).


A mãe da Diana, com o marido preso, uma criança de tenra idade nos braços e descompensada psicologicamente, tenta o suicídio. A filha é-lhe retirada, a mãe é internada e "tratada", recebe alta, volta a casa, mas jamais a filha lhe será entregue. Revoltada, ameaça matar-se se não lhe devolverem a menina, acabando por o fazer, em desespero de causa. O pai sai da cadeia em 2013 e inicia uma longa batalha pela recuperação de Diana, mas o que encontra pela frente, em vez de um Estado Social que promova a reinserção, integração e promoção dos laços familiares e afectivos, é um Estado Carrasco, que castiga, afasta, separa, ameaça, dificulta e chantageia psicologicamente os menos bafejados pela sorte.

Paulo recupera a liberdade e encontra um país revirado do avesso, mergulhado numa crise profunda, onde muita gente de bem e estruturada luta com graves problemas económicos, alguns que haviam de perder os frutos de uma vida inteira de trabalho. Ainda assim, homem determinado e lutador, faz-se à vida, recupera a estabilidade emocional, afectiva e económica, consegue casa e trabalho, acabando por criar o seu próprio emprego, tudo requisitos exigidos pelo Estado Carrasco que - ainda assim - insiste em manter a pequena Diana longe dos seus braços. Como se não bastasse, o instituição que acolhe Diana (a 200 quilómetros de si) não lhe permite visitas ao fim de semana, roubando-lhe a oportunidade de a visitar tanto como desejaria.

Dois anos mais tarde, em 2015, essa distância e pouca assiduidade de contacto seriam usadas como motivo principal para que o processo da pequena Diana fosse encaminhado para adopção, tendo-lhe - desde então - sido proibido qualquer visita ou tentativa de contacto. A justiça decidiu, baseada nos relatórios das senhoras técnicas, que mais não são que o fruto dos tempos modernos, do facilitismo, do efémero e supérfluo; que decidem consoante a sua forma de estar e ver o mundo, não percebendo - porque a idade da maioria não lho permite - que mais vale uma côdea de pão vinda das mãos de quem nos ama, que o melhor manjar servido por estranhos...

A sentença transita em julgado, sem direito a recurso. Paulo não se conforma e inicia uma jornada de protesto, com greve de fome e sede, até que o Tribunal da Relação aceite rever o caso da Diana, protesto que cessou, depois de lhe ter sido aceite um recurso extraordinário, com promessa de acesso ao processo, até aqui secreto. 
Mas desenganem-se os que pensam que o caso ficou resolvido... No dia prometido, Paulo vai à Relação, mas é-lhe dito que (afinal) o processo da Diana está em parte incerta. Isto, apesar de um Juiz Desembargador da Comarca de Aveiro ter dito uns dias antes, em entrevista, que o processo estava na Comarca de Faro.


Enquanto os Oficiais de Justiça chutam a bola de um lado para o outro, Paulo espera, tentando dominar o impulso de voltar à luta.
Enquanto isso, a pequena Diana vai contando os dias, os meses, os anos que passam sem que ela possa correr livremente para o colo de quem lhe deu a vida. 
Enquanto isso, alguém, algures, aguarda uma adopção; aguarda por uma filha que não pôde gerar, mas que anseia. É uma direito seu e uma causa nobre, mas a Diana tem pai. Sim, a Diana tem pai! Um pai que a ama e a quer. Um pai que tem o direito de a ver crescer e ser feliz...


Diana, se for cumprida a vontade do Estado Carrasco, que insiste em te manter afastada do teu sangue, espero que um dia leias este texto. É importante que saibas o teu pai está vivo e a lutar por ti. Que o teu pai nunca deixou de lutar por ti!

ps: O titulo deste texto ("Diana estou a lutar por ti") é o nome da página do facebook que o Paulo Fernandes utiliza para divulgar a sua revolta e o seu protesto. Visitem e partilhem, através deste link:

Francisco José Rito

Sem comentários:

Enviar um comentário

Obrigado pela visita. Este espaço é seu. Use e abuse, mas com respeito, principalmente por quem nos lê. Francisco